Para fazer o leitor entender o que é o HTML5, é necessário voltar alguns anos atrás desde o surgimento da sua forma primária: ”HYPER TEXT MARKUP LANGUAGE”, o vovô HTML é uma mistura dos códigos Hytime e SGML e se desenvolveu em 1980, quando o físico, cientista da computação, criador da World Wide Web (WWW) e professor do MIT (Massachussetts Institute of Technology) Timothy Jhon Berners Lee criou a primeira versão da linguagem.
Em 1994, na conferência mundial World Wide Web, em Genebra, na Suíça, surgiu a segunda versão, o HTML 2.0. Ali nasceu também o World Wide Web Consortium (W3C), entidade reguladora dos padrões HTML que é ainda comandada por Berners Lee.
No ano 2000 o W3C anunciou o lançamento do XHTML. Essa nova mudança era baseada em XML (extensible markup language), linguagem de marcação bem mais rigorosa do que o flexível HTML. A intenção era permitir que o XHTML fosse lido também por softwares, podendo integrar-se com suas linguagens e códigos nativos.
O rigor do XHTML desagradou bastante as grandes companhias como Apple, Google, Mozilla e Opera, que já tinham ampla influência na web a nível global, elas lançaram um grupo paralelo ao W3C e o batizaram de WHATWG (Web Hypertext Application Technology Working Group).
Dois anos depois da criação do WHATWG, sabiamente, Berners Lee reconheceu a importância do grupo , e anunciou que o W3C trabalharia em conjunto com ele.
O resultado dessa cooperação veio em 2008. Ainda em caráter experimental, o HTML5 foi publicado pelo W3C. Um ano depois, o desenvolvimento do XHTML foi encerrado.
O HTML5 ampliou o papel da linguagem, mais preparada para as necessidades de quem cria sites, aplicativos e outros afins online. É como se a linguagem se adaptasse às pessoas, e não mais o inverso.
Por causa desses avanços e da facilidade para trabalhar com animações, áudio e vídeo, o HTML5 é o mais forte candidato para o padrão consensual de aplicações de smartphones e tablets. Usar uma mesma linguagem aprovada pelos grandes players do mercado e aberta para desenvolvedores é vantajoso para todos.
A habilidade de Berners-Lee para unir concorrentes em torno de uma causa se repetiu, graças a ele, os arquirrivais Apple, Microsoft, Google e Facebook figuram como parceiros no site WebPlatform.org. O objetivo é desenvolver uma linguagem uniforme, e quem sai ganhando com isso e a web inteira.
o HTML 5 oferta interfaces de programação de aplicações (APIs, na sigla em inglês) para o desenvolvimento de aplicações no browser, como acesso offline, recursos gráficos 2D por meio da tecnologia Canvas para áudio e vídeo. Elas vêm para quebrar o paradigma de que o browser é simplesmente um “exibidor de páginas”.
Esteve Jobs já anunciava o fim da dependência da web de softwares proprietários , no caso, o Flash Player da Adobe, analisando o cenário global, previa a imensa diversificação de plataformas portáteis, claro, fazendo um breve ”merchan” da Apple, já anunciava o fim da era flash, que não poderia lidar com a massiva diversificação de dispositivos móveis, vejamos breves trechos da carta que Steve Jobs publicou quando anunciou o fim do suporte ao Flash para iPhones, iPods e iPads titulada ”Toughts on Flash”
''O Flash foi criado durante a era do computador pessoal para PCs e mouses. O Flash é um negócio de sucesso para a Adobe, e nós podemos entender porque eles querem colocá-lo em outros lugares além de computadores. Mas a era móvel é sobre aparelhos com menos energia, interfaces de toque e padrões abertos de internet, todas áreas onde o Flash é pequeno.
A avalanche de aplicativos para aparelhos móveis da Apple demonstra que o Flash não é mais necessário para assistir a vídeos ou consumir qualquer tipo de conteúdo para web. E os 200 mil apps da App Store provam que o Flash não é necessário para dezenas de milhares de desenvolvedores criarem aplicativos com riqueza de gráficos, incluindo games.
Novos padrões abertos criados na era móvel, como o HTML5, irão triunfar em aparelhos móveis e PCs também. Talvez a Adobe devesse se focar mais em criar ótimas ferramentas HTML5 para o futuro, e menos em criticar a Apple por deixar o passado para trás.
A Apple tem muitos produtos proprietários também. Embora o sistema operacional para o iPhone, iPod e iPad seja proprietário, nós acreditamos fortemente que todas as normas relativas à web devem ser abertas”.
Essas foram razões de cunho mais filosófico de Jobs,vejamos algumas razões tecnológicas:
O Flash foi desenhado para PCs usando mouses, não para telas sensíveis ao toque. Por exemplo, muitos Websites em Flash se apoiam em “roll overs”, que abrem janelas pop-up ou outros elementos quando você posiciona o cursor sobre um lugar específico. A revolucionária interface multi-toque da Apple não usa mouse, e não há espaço para um “roll over”. A maioria dos sites que usam Flash terão de ser reescritos para se adaptar a dispositivos sensíveis ao toque.
Para conseguir fazer a bateria durar mais ao exibir vídeo, os dispositivos móveis precisam usar o hardware para decodificar o vídeo; decodificar em software requer muita energia. Muitos dos chips usados nos dispositivos móveis modernos têm um decodificador chamado H.264 – um padrão que é usado em todos os Blu-ray players e que foi adotado pela Apple, pelo Google (YouTube), Vimeo, Netflix e muitas outras companhias.
Ainda que o Flash tenha adicionado recentemente o suporte para o H.264, o vídeo em praticamente todos os sites que usam Flash depende de um decoder mais antigo, que não foi implementado nos chips móveis, e que precisar rodar no software. A diferença é gritante: num iPhone, por exemplo, vídeos em H.264 tocam por até 10 horas, enquanto vídeos decodificados via software exaurem a bateria totalmente em menos de 5 horas.
Quando os Websites re-encodam seus vídeos usando o H.264, eles podem servir o conteúdo sem usar o Flash. Eles são exibidos perfeitamente em navegadores como o Safari e o Chrome, sem precisar de plug-ins, e ficam ótimos nos iPhones, iPods e iPads”.
As vantagens de não precisar mais de softwares proprietários para animações,vídeos e áudio e todo conteúdo multimídia na web são incontáveis, agora a web está livre do atraso tecnológico que softwares proprietários, burocracias, mazelas empresariais e códigos fonte fechados provocam. Através do html5, toda a web trabalha para melhoria do acesso e uma construção de um código fonte que se atualiza diariamente em escala muito ampla, de acordo com as tecnologias mais modernas e as necessidades dos programadores e usuários, a independência da web de softwares proprietários e a modernização dos navegadores web nos levam a ver o funil tecnológico que vai desembocar nos ”Cloud OS”, sistemas operacionais em nuvem, uma forte tendência desta década. O HTML5 aliado aos desenvolvedores de browsers mais modernos é mais um possibilitador desta realidade .
Entenda o que estou dizendo nos links abaixo, recomendo ao leitor não acessar os links abaixo antes de terminar de ler este artigo, e necessário ter um navegador moderno para visualizar corretamente o conteúdo dos links
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faça uma viagem pelo mundo HTML5
Monte o vídeo em forma de quebra-cabeça e como prêmio faça o download da musica
Atenção joguinho de biliar altamente viciante,não me responsabilizo por horas produtivas perdidas
Angry birds em HTML5? só com o browser?

















